quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Carta



Eu fui uma besta
Vamos conversar
Sei que não é fácil
Não apague tudo que passamos

Só me deixe lhe falar
Tentar lhe explicar
Tudo aquilo que eu fiz...

Estou perdido em um deserto
Andando em círculos a procura da luz
É uma pena ter acordado dos nossos sonhos
É uma pena ter fingido não te amar

Costumávamos conversar coisas sem sentido
Dividíamos os nossos segredos
Você sabe que eu acredito
Estou sucumbindo em saudades

Escrever-te-ei uma carta todos os dias
N’ela depositarei todo o meu amor
E quando finalmente nos reencontrarmos
Mostrarei que tudo foi verdade

Aquelas lagrimas ainda caem
Jorram mais livre
Com sabor de vinho
Daquele cálice que tiveras me dado

Quando te vi
Fiquei cego pelo brilho do teu sorriso
Não preciso de outro
Apenas busco o que preciso

Você se tornou meu maior vicio
E agora me sinto como uma pena ao vento
Sinto um caos ao meu lado
Espero por você
Dizendo que tudo não passou de uma brincadeira

Todas as promessas, agora, não significam muito
Eu sei de toda a sua tristeza
Eu li as suas poesias
Eu sinto a sua falta, amar não é fraqueza

Escrever-te-ei uma carta todos os dias
Lembrando dos nossos dias felizes
E das nossas horas de angustia
Que superamos juntos sem filosofia

Lennin Bastos

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