segunda-feira, 18 de julho de 2011

Vejo você

Vejo você,
Nos versos, Poesias de amor
Na linda fantasia que é amar
Na primavera que ainda não chegou
Nas chamas que não vão se apagar

Vejo você,
Na flor que já desabrochou
No misterio que ainda vou desvendar
Na meiga expressão do olhar
Na água que no chão desabou

Na boa companhia do mar
Na chuva que está pra chegar
Num arrepio que eu senti
Num homem que está tão feliz
Por ter alguem parar amar

Lennin Bastos

O pobre romantico

No tempo que suspira
A chuva se aproxima
Nos bosques da sua vida
Há uma flor que me admira

A flor do meu encanto
O hino do meu cantico
Que eu canto a todo canto
Como um pobre romantico

Naceste de um beijo
Da magia e do desejo
Que carrego no meu peito
E levo em segredo

Seus olhos são puros
Tão belo e tão agudo
Reflete o que vê do mundo
E enxerga o coração lá no fundo

Felicidade é ver o sol se pôr
Saber que ao seu lado agora estou
No Farol da Barra ou no Redentor
Não há fronteiras para o meu amor

Lennin Bastos

O Adeus

De tudo que eu te fiz
Se é bom ou se é ruim
Não posso mais mudar
Não quero mais fingir

E aqui nesse lugar
Eu quero descançar
Cansei de ser assim
Cansei de me enganar

De tudo que sobrou
Se tem tristeza e dor
A vida vai seguir
A ferida não cicatrizou

Mas vamos contemplar
Adeus meu amor
O principio do fim
Está prestes a chegar

E o tempo passou
Agora está feliz
A vida é assim
O sol já vai se pôr
As cigarras vão cantar
Que bom te ver assim
Que bom te reencontrar

Lennin Bastos

terça-feira, 12 de julho de 2011

Reviravolta

O destino sorriu pra mim
Presenteou-me com um pedaço do céu
Ensinou-me a ser feliz
Não ser mais um ao léu

Sem tristeza e melancolia
Sem ter medo de ser amado
Palavras tristes de agonia
Ficaram perdidas no passado

Reviravolta nesse dia
Marcada por uma linda canção
Expressado tudo que sentia
Sob a companhia de um violão

Lennin Bastos

O Tolo

A ilusão do tolo
Um dom precioso
Menino de ouro
Recente consolo

Sabor da inocência
Suplica consciência
Com humildade e insistência
Até a falência

Ter fé; acreditar
Não desistir de tentar
Nem sabe explicar
Por que prosperar

Lennin Bastos

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Aqui jaz um leãozinho:

Abandonado pelo homem
Encarceirado em uma jaula
Ilhado e com fome
Do passado que lembrara

Sua mente é seu abrigo
Que chora por não poder chorar
O chicote é o seu castigo
E nada podes falar

Aqui jaz um leãozinho
No mundo da ignorancia
Condenado e sozinho
Para fazer feliz uma criança

Lennin Bastos

A morte

Os misterios da morte
As angustias de um enterro
Aquele dia sem sorte
Um mar de desespero

A lua ainda crescente
Os olhos avermelhado
Um fato cotingente
Deixa no coração um buraco

É um estranho destino
Para uns cedo, para outros tarde
Se torna infinito
Quando tem aqueles que sentem saudades

Lennin Bastos

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Eu sou egoista: Guerra Santa

Eu sou egoista
Essa é minha profissão
Talvez eu lhe deixe uma pista
Pro caminho da perdição

Sinta meu verso tão simples, singelo
Bem diferente do que entende por belo
Ohh o infinito, tão belo...
Esse elo entre o ceu e o inferno

Ouço na igreja os sino a badalar
A missa das 7 já está pra começar
Olho os fiés rezando de pé
Será que existe isso mesmo de fé?

Eu sou egoista arretado...
Um garoto assustado
De pais são separados

Eu até posso não ter religião, mas com um microfone na mão
Eu viro um bicho papão

Eu sou um egoista retado...
Tem sangue escorrendo pelas minhas mãos, na guerra sangrenta por uma região...
A prometida região...
A terra prometida das sagradas escritas

Lennin Bastos