quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

"Ano novo, vida nova"

Todo ano uma nova vida recomeça
Um recomeço tão monótono
que dá a sensação de tê-lo vivido antes
Intensas devoções de amizade,
e, também, à espiritualidade

Desejos imutáveis - palavras repetidas
Fartura, amor, dinheiro
Paz, alegria, sossego

Eu, portanto, entrego-me a monotonia
Desejo, então, que as lagrimas do ano velho
Se transformem em sorrisos no novo ano
E a nova estação sofra metamorfose suficiente
Para moldar nossas vidas de um modo diferente

Lennin Bastos

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A vida é uma mentira part. 2

Palavras errantes entoam quase perfeitas...
E quando a tempestade chega
Descarregam o peso na consciência...
Depois, fingem nunca ter existido

Palavras que seguem; se repetem...
Transmitindo o que gostaria de sentir
Desprezando a ordem natural do "eu te amo"
A verdadeira condição do afeto...

Palavras que são apenas palavras
Jogadas ao vento...
E nesse amor de mentiras
Belas molduras podem ser pesadas demais
Para pôr em um quadro de tantas rugas

Lennin Bastos

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Alienação...Estagnação


Exausto à ilusão, a plenitude me invade
Já não sou quem era antes...
Então, sugado para o mundo real
Pensamentos confusos se espalham...
Cheguei ao ponto de torrar toda a sanidade que havia me restado
Em uma guerra travada com os paradigmas da sociedade

Novos conceitos manifestam
E corroem as naturezas diferentes
Coisas que fogem da nossa alçada
Mãos que conduzem nossa mente

Busco, então, no subconsciente
Lavagem cerebral, só absurdo...
Não vale a pena seguir essas regras...
Estou cansado de viver sobre rédeas

Quase não acho palavras
Nenhuma explicação...
Só há palavras repetidas
Meio a tanta corrupção...

Amplifique a sua visão
Não se deixe cair sobre a estagnação...

Lennin Bastos

Muda, mundo!

Cansado de tentar achar respostas
O negocio, agora, é deixar a vida responder
E as mudanças que desejo para  mundo...
E agora, a quem poderei me recorrer?

Cansado de tanta mentira...
Saber que não é fase a frieza da menina
E esse mundo doente...
É “olho por olho, dente por dente”

Cansado de ser arquiteto...
Reconstruir sonhos abstratos e concretos
Saber que erro e faço parte do erro
Não ser o ultimo e não ser o primeiro

Cansado de pessoas sem atitude...
Da mão que nos conduz e da mão que nos ilude
Um mundo de vaidade...
A plena sensação de viver sem liberdade

Cansado de ver nos jornais...
Desmatamentos em reservas ambientais
Já não sei quem são os animais...
Se somos nós ou um grupo de marsupiais

Cansado de tentar me defender...
Atacar ou perder, matar ou morrer
Prefiro perder uma guerra...
A condenar um país a radioatividade eterna

Cansado de ser mudo...
Mudo em um mundo que não muda...
Muda, mundo...! O mundo muda...
E na metamorfose a esperança é grande e crescente

Cansado de ser mudo...
Mudo em um mundo imutavel
E é triste não poder mudar...
Ahh, mas se eu pudesse olhar pra frente
E ver pessoas sorridentes...
Curtindo sua paz...

Eu não desejo a perfeição
Só a dilatar a sua visão
Nada mais...

Vamos mudar o presente...
Por um futuro consciente...

Lennin Bastos